Prostituição

A Prostituição pode ser definida como um jogo sexual para obter compensações monetárias.
Para além de consistir numa relação de troca entre sexo e dinheiro, esta pode também consistir numa troca de relações sexuais por favorecimentos profissionais, por bens materiais, por informações, etc.


Tipo de Prostituição

Ø Prostituição Infantil
Pensa-se que a maior parte das crianças desaparecidas são colocadas na prostituição por organizações pedófilas e de tráfico de menores.
Por outro lado, o abuso sexual dentro das famílias, especialmente nas classes sociais menos favorecidas, é uma porta de entrada para a prostituição de crianças e adolescentes.
Uma forma moderna da exploração sexual de crianças e adolescentes é a pornografia divulgada através da Internet.
A prostituição infantil pode acontecer:
»Quando uma criança ou adolescente se prostitui nas ruas para arranjar dinheiro;
»Quando a criança é submetida a violência dentro de casa e resolve fugir. Para fugir, essa criança necessita de ajuda de terceiros e faz qualquer coisa para ficar livre de casa e da sua família submetendo-se a qualquer tipo de pagamento.

Ø Prostituição Feminina
»No Egipto antigo e na Grécia as prostitutas eram consideradas sagradas, recebendo honras de verdadeiras divindades e presentes em troca de favores sexuais.
»Mais tarde, na altura em que a Grécia e Roma polarizaram o domínio cultural, as prostitutas eram admiradas, porém tinham que pagar pesados impostos ao Estado para praticarem a sua profissão; deveriam também utilizar vestimentas que as identificassem, pois caso contrário eram severamente punidas.
»Na antiga Mesopotâmia, Ishtar era a deusa suprema, que controlava a vida de homens e mulheres, da fertilidade, o sexo, da potência sexual. Prestava-se culto a esta nos templos, onde eram oferecidos bens e dinheiro. Para além disso, realizavam-se festas que incluíam orgias sexuais com as "prostitutas do templo". Essas “prostitutas” eram todas as mulheres casadas, que eram requisitadas uma vez na vida, para servir no templo de Ishtar. Elas ficavam lá à disposição até que um estranho qualquer a escolhesse. Ela mantinha relações com este homem e depois podia voltar para casa. Nenhuma mulher podia recusar esse serviço à deusa. Isso não era considerado vergonhoso e segundo a lei era uma séria ofensa maltratar as “prostitutas sagradas”.
»Durante a Idade Média houve a tentativa massiva de eliminar a prostituição, impulsionada, em grande parte, pela moral cristã mas também pelo grande surto das DST (principalmente sífilis).
»Em contrapartida, havia o culto ao casamento cortês, onde a política e a economia se sobrepunham aos sentimentos e as uniões eram arranjadas somente por interesse (tal situação poderia favorecer a prostituição na medida em que nobres e até reis, não amando as suas mulheres, procuravam outras fora de casa).
»Em muitas Cortes, o poder das prostitutas era muito grande: muitas tinham conhecimento de questões do Estado, tanto que a prostituição passou a ser regulamentada.
»Com o advento da Revolução Industrial, houve um crescimento da prostituição. Muitas mulheres, com condições de vida e de trabalho desumanas, passaram a prostituir-se em troca de favores dos patrões e capatazes, expandindo a prostituição e o tráfico de mulheres.
»A ONU, em 1949, denunciou e tentou tomar medidas para o controlo da prostituição no mundo, uma vez que havia a desvincular prostituição propriamente dita de crime, de forma a minimizar e diminuir o lucro dos criminosos.

Ø Prostituição Masculina
Também a Prostituição Masculina remota à Antiguidade:
A Grécia Antiga possuía uma grande quantidade de pórnoi, ou seja, de prostitutos.
Uma parte deles trabalhava para uma clientela feminina, encontrando-se comprovada a existência de gigolos desde a Época Clássica. Na comédia Pluto, Aristófanes coloca em cena uma mulher de idade avançada que gastou todo o seu dinheiro num amante que agora a rejeita.
Contudo, a maioria dos prostitutos trabalhava para uma clientela masculina.
No entanto, ao contrário da prostituição feminina, que envolvia mulheres de todas as idades, a prostituição masculina encontra-se praticamente confinada ao grupo dos adolescentes. O período durante o qual os adolescentes eram considerados desejáveis estendia-se entre a puberdade e o aparecimento da barba, constituindo a ausência de pêlos um elemento de erotismo entre os gregos.
Os jovens prostitutos eram sujeitos ao pagamento de uma taxa, a fim de exercerem a sua actividade.

Ø Prostituição de Luxo

Também a Prostituição de Luxo não é recente, já na Grécia Antiga existia um grupo de cortesãs, chamadas de hetairas, que frequentavam as reuniões dos grandes intelectuais da época. Eram muito ricas, belas, cultas e consideradas de extrema refinação; exerciam grande poder político e eram extremamente respeitadas.

Ø Prostituição Virtual
Com a popularização dos meios de comunicação em massa, novas formas de prostituição se verificam, como o sexo por telefone, e sites onde o sexo é vendido em filmes, imagens, web cams ao vivo, etc., criando uma nova forma da actividade.


Actualmente existem vários tipos de prostitutas acompanhantes:
· As dos anúncios nos jornais;
· As dos sites na Internet;
· As das redes de contactos restritos.


Em comum têm apenas a resposta à pergunta "o que as leva a fazer isto?": Dinheiro. No entanto, é o uso que dão a este que faz a diferença entre elas.
"Algumas vêem a prostituição numa lógica da sobrevivência, porque dependem exclusivamente do que ganham e muitas vezes precisam do dinheiro para sustentar os filhos. Depois existe um outro grupo que pede valores muito mais elevados e que usa o dinheiro apenas para ter uma vida que consideram mais glamourosa e luxuosa", explica o sociólogo Bernardo Coelho, acrescentando que "usam o dinheiro para outros consumos, como ter um carro melhor, poder fazer viagens ou tratamentos em SPA´s",

Ø Prostituição Ultra-secreta
Só os homens com poder económico, que pertencem a classes sociais de algum estatuto, como ministros ou juízes conseguem ter a companhia destas prostitutas acompanhantes.

Quanto custa ter uma mulher destas?
Os homens que pagam as estas mulheres, não o fazem, frequentemente, em dinheiro. Eles podem pagar a renda da casa ou do carro, fazem transferências bancárias, etc.
Escolheram-nas para ter relações sexuais descomprometidas, para romper com relações rotineiras, mas muitos homens acabam por ficar dependentes delas. Os homens procuram-nas para afirmar a sua masculinidade, mas no final têm medo de serem expostos e, por isso, aceitam as regras delas com alguma passividade. Por exemplo, se o nosso Primeiro-ministro recorresse a uma mulher destas iria aceitar, à partida, todas as condições por ela impostas, a fim de não ser descoberto.

Razões para a entrada na prostituição

Existem muitas razões que levam homens e mulheres à entrada na prostituição, umas de cariz profissional outras de cariz social.
Quanto às de cariz profissional e/ou económica, normalmente estas pessoas ou estão desempregadas ou mudaram para uma emprego pior, que pode levar a alguma precariedade económica. Alguns empregos, ainda, podem se apresentar como factor facilitador para a entrada da mulher na prostituição (bares, hotéis, dançarinas, etc.).
Quanto às razões de cariz social, muitas vezes, estas pessoas sofreram violências na infância e/ou na adolescência. E, normalmente, estas violências são silenciadas tanto por parte das vítimas como por parte dos agressores, que, muitas, vezes, partem mesmo da própria família da vítima. E esse “Silêncio” continua na prostituição.

Medos por parte da mulher em situação de prostituição:
· Medo de a polícia saber;
. Medo de perder a guarda dos filhos.


Países onde a Prostituição é Legal:

»Bélgica
»Holanda;
»Nova Zelândia;
»Alemanha;
»Suíça;
»Austrália;
»Alguns estados dos Estados Unidos.

Países onde a Prostituição é Ilegal:

»Portugal;
»Brasil;
»Espanha.